USP ESALQ – A
SSESSORIA DE
C
OMUNICAÇÃO
Veículo: Prefeitura Municipal São José dos Campos
Data: 12/08/2015
Caderno/Link:
Assunto: Palestra destaca importância da Arborização Urbana
Palestra destaca importância da Arborização Urbana
A palestra "Planos Municipais de Arborização Urbana", promovida pela Prefeitura de São José dos
Campos na noite dessa terça-feira (11), na Casa do Idoso Centro, destacou a importância das florestas
urbanas para a qualidade ambiental do município.
O tema foi apresentado pelo especialista e referência acadêmica na área da silvicultura urbana, professor
doutor Demóstenes Ferreira da Silva Filho, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da
Universidade de São Paulo (ESALQ-USP).
"O principal objetivo das florestas urbanas, ou seja, das árvores, é melhorar a qualidade de vida das
pessoas. Antes de pensar em planejar a arborização, precisamos revisar o valor que nós damos às
árvores. Se a sociedade enxergar o valor delas, elas terão espaço na cidade", disse Demóstenes Ferreira.
Membro da Sociedade Internacional de Arboricultura (ISA), Demóstenes apresentou estudos acadêmicos
nacionais e internacionais, como o que analisou a influência das árvores no microclima urbano. O estudo
realizado no município de Rio Claro, constatou que em um mesmo horário do dia áreas arborizadas
registravam temperatura de 25 graus, enquanto que as áreas com predominância de asfalto atingiam
temperaturas de até 43 graus.
"O asfalto armazena o calor do sol e esquenta o ar. Podemos ser uma cidade que economiza energia, que
liga menos o ventilador e o ar condicionado, que gasta menos água, mas, para isso, precisamos ter
árvores em todas as vias públicas para melhorar a temperatura", enfatizou.
Um outro estudo destacado pelo professor foi sobre a intercepção da água da chuva pela copa das
árvores, que auxilia na redução de 12% do escoamento superficial, ajudando a prevenir enchentes tão
comuns nas grandes cidades.
Com tantos benefícios e serviços prestados pelas árvores, muitos países, inclusive o Brasil, já utilizam
modelos matemáticos para valoração das árvores. Para cada espécie é traçado um gráfico de valor
monetário e de risco de queda, o que auxilia nas análises quando há necessidade de substituição de um
exemplar. As árvores do Parque Ibirapuera em São Paulo, por exemplo, valem cerca de R$ 98 milhões.
Mas como mudar a percepção das pessoas com relação às árvores muitas vezes tratadas como
obstáculos? A educação e sensibilização são caminhos. Segundo o pesquisador, envolver a comunidade,
uma escola, no processo de conservação e análise de uma espécie contribuiu para que esses indivíduos
compreendessem a função das árvores.
A palestra marcou início do processo de discussão pública para a construção do Plano de Arborização
Urbana de São José dos Campos, paralelamente à revisão do código municipal de arborização, de 1997.
"Estamos iniciando este processo de discussão, no qual o envolvimento da sociedade será fundamental.
Tem muita gente interessada em debater o tema que tem interface com a discussão do zoneamento, da
mobilidade urbana e da segurança", destacou o diretor de planejamento urbano da Secretaria de Meio
Ambiente.
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