O Departamento de Fitopatologia e Nematologia da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) realizou no último dia 28/09, o descerramento da placa que homenageia o professor Armando Bergamin Filho. A partir da cerimônia, o anfiteatro do departamento passa a se chamar Anfiteatro Professor Armando Bergamin Filho, em reconhecimento à trajetória do docente e às contribuições deixadas por ele na instituição.

Professor do departamento por muitos anos, Bergamin Filho construiu uma trajetória reconhecida na Esalq, no Brasil e internacionalmente. Ao longo de sua carreira, orientou pesquisadores que hoje atuam em universidades e instituições de pesquisa no país e no exterior, contribuindo para a formação de profissionais na área de epidemiologia de doenças de plantas.

Segundo o professor Nelson Massola, chefe do Departamento de Fitopatologia e Nematologia, a escolha do anfiteatro para a homenagem representa uma forma de manter presente a relação do professor com o espaço e com o departamento. “A vida dele toda ele passou aqui e isso aqui era a casa dele. Gostaríamos de deixar essa homenagem ao professor Bergamin, eternizando o nome dele aqui nesse anfiteatro”, afirma.

A professora Lilian Amorim, que foi orientada por Bergamin Filho no doutorado e posteriormente tornou-se sua colega de área, destacou a atuação do docente na pesquisa, na formação de pesquisadores e na internacionalização da Esalq. Os dois trabalharam em colaboração na área de epidemiologia de doenças de plantas e foram autores de publicações na área.

Para Lilian, uma das características marcantes da trajetória do professor foi o incentivo à colaboração internacional. “Ele foi um dos pioneiros na internacionalização, eu diria, na Esalq. Trouxe vários professores do exterior, estabeleceu parcerias e conseguiu fundos para projetos de pesquisa com colaboração de países da Europa e da América do Norte”, relata.

Além da produção científica, a professora também destacou a presença de Bergamin Filho na rotina do departamento e sua atuação como liderança acadêmica. Segundo ela, o docente era reconhecido pelo conhecimento aprofundado e pela forma fundamentada com que participava das discussões acadêmicas. “Ele era uma pessoa estudiosa, referência na área, líder de pesquisa e, por muito tempo, foi o decano do departamento. Era uma liderança para todos nós”, afirma.

Texto: Anna Pizzo, Assistente de Comunicação
Revisão: Caio Albuquerque
28/09/2026