Resposta Técnica - page 3

CASA DO PRODUTOR RURAL
ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA
“LUIZ DE QUEIROZ” – ESALQ/USP
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CEP: 13400-970. São Dimas, Piracicaba – SP.
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USP - ESALQ
As orquídeas apresentam um desenvolvimento vegetativo lento, visto que a divisão de
uma muda leva, no mínimo, dois anos, o que torna muito lenta e onerosa a multiplicação
de grandes quantidades para comercialização de suas mudas. A multiplicação das
orquídeas por sementes também é demorada, pois, das 2,5 milhões de sementes
produzidas em uma cápsula, somente 5% germinam.
O cultivo de sementes em meio de cultura (in vitro) permite acelerar esse processo e
elevar a taxa de germinação, tornando o processo de multiplicação de orquídeas
comercialmente viável, porém é necessário que seja realizado em laboratório.
A técnica de semeadura de orquídeas in vitro torna possível o aproveitamento máximo de
sementes, pois quase 100% das sementes germinam. Porém, esse processo tem como
desvantagem a necessidade de um período de aclimatização. A aclimatização é definida
como a adaptação climática de um organismo, especialmente uma planta, que é
transferida para um novo ambiente, sendo todo esse processo realizado artificialmente.
Esta fase é muito delicada, não só porque representa um estresse para a plântula, mas
também, pelo perigo de infecções por fungos e bactérias que podem se desenvolver
neste estágio.
Essa passagem crítica, da fase in vitro para a casa de vegetação, deve-se basicamente
aos fatores de estresse hídrico, fotossíntese, absorção de nutrientes e fitossanidade. Por
isso, é necessário que a plântula em aclimatização habite um substrato que lhe propicie
boas condições para o seu melhor desenvolvimento.
A melhor forma de reproduzir essas orquídeas num ambiente caseiro é através da divisão
de touceiras, ou seja, da divisão da planta em partes menores, e posterior plantio dessas
partes que poderão levar alguns anos até florescer, devido ao desenvolvimento
vegetativo lento. Cada parte deve possuir ao menos 3 pseudobulbos.
O substrato é a base de uma boa cultura de orquídea e o suporte para as plantas,
devendo apresentar qualidades básicas e indispensáveis, como consistência para
suporte, boa aeração das raízes, capacidade de retenção de água, sem encharcar.
Um bom substrato deve ter as seguintes características: economia hídrica, aeração,
permeabilidade, poder de tamponamento para valor de pH e capacidade de retenção de
nutrientes. Além disso, deve ser um meio com alta estabilidade de estrutura, a fim de
evitar a compactação, alto teor de fibras resistentes à decomposição, e estar livre de
agentes causadores de doenças, de pragas e propágulos de ervas daninhas.
Muitos são os substratos que podem ser usados para orquídeas epífitas. Além dos de
origem vegetal existem os de origem mineral e, até mesmo, os sintéticos. Diversos
orquidários no Brasil empregam o esfagno, carvão vegetal, piaçava, coxim (casca de
coco industrializada), além de complementar com uma camada de pedra brita, argila
expandida ou cacos de vaso de argila no fundo para a drenagem da água.
Materiais utilizados na propagação
Tesoura de poda (para cortar as raízes mortas);
Estacas de arame ou bambu cortado para sustentar sua muda;
1,2 4,5,6
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