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Notícia

  • Contra o mal do guaranazeiro


Enviado em: 24/04/2014 às 17:04:52

A antracnose, doença causada pelo fungo Colletotrichum, ataca culturas agrícolas de importância econômica como banana, manga, morango, pimentão e, no norte brasileiro, as plantações de guaranazeiro também são afetadas. “A cultura do guaranazeiro é de grande importância para o Brasil, tanto do ponto de vista econômico quanto social. Nesta cultura, a antracnose é considerada a principal doença e, apesar de medidas de controle serem empregadas, estas ainda não são eficientes, demonstrando uma necessidade de pesquisas que busquem novas opções de controle”, comenta a bióloga Luciana Mecatti Elias, autora de um estudo em desenvolvimento no programa de Pós-graduação em Microbiologia Agrícola, da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (USP/ESALQ).

O Colletotrichum é um dos gêneros de fungos economicamente mais importantes, pois afeta uma ampla gama de hospedeiros e reduz a produção no campo e a qualidade dos produtos vegetais na pós-colheita. Em síntese, a pesquisa conduzida por Luciana busca novas opções de controle da antracnose na cultura do guaraná em substituição aos agroquímicos, uma vez que o Brasil é o principal país produtor desta cultura. “A proposta principal do meu trabalho é avaliar o potencial fungitóxico de metabólitos secundários isolados de fungos endofíticos contra Colletotrichum sp”.

Em laboratório, sob orientação da professora Simone Possedente de Lira, do Departamento de Ciências Exatas (LCE), a pesquisadora realiza o isolamento de metabólitos secundários produzidos por fungos endofíticos isolados de guaranazeiros da Amazônia, a partir de técnicas cromatográficas e avaliação destes compostos quanto a sua atividade antifúngica ao fitopatógeno do gênero Colletotrichum sp.

O projeto tem apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e, em laboratório, 623 linhagens de fungos endofíticos foram isoladas e 16 foram testadas quanto à produção de metabóitos secundários biotivos. Dessas linhagens, em ensaios in vitro 8 demonstraram-se ser promissoras quanto a atividade fungitóxica ao causador da antracnose. No momento, 6 compostos estão em fase de purificação final e determinação estrutural e, segundo a pesquisadora, estudos futuros deverão avaliar o composto puro em ensaios in vitro e in vivo. “A contribuição com novas opções de compostos bioativos contra Colletotrichum sp., causador de antracnose, abre novas perspectivas para o potencial biotecnológico de microrganismos endofíticos presentes em plantas da Amazônia”, finaliza.

Equipe multidisciplinar – a pesquisa conduzida por Luciana Mecatti Elias está inserida em um projeto amplo, que envolvem, na ESALQ, pesquisadores do Laboratório de Química Orgânica de Produtos Naturais, coordenado pela professora Simone Lira, além do professor senior João Lucio de Azevedo, do Departamento de Genética (LGN), que mantem parceria com pesquisadores da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Estão envolvidos ainda pesquisadores do Laboratório de Ecologia e Sistemática de Fungos da Universidade Estadual Paulista (UNESP) de Rio Claro, sob coordenação do professor André Rodrigues.

Texto: Caio Albuquerque (24/04/2014)

Luciana Mecatti Elias, autora de estudo em desenvolvimento no PPG em Microbiologia Agrícola
Crédito: Gerhard Waller (ESALQ/Acom)

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