Projeto da ESALQ revela conceitos de ciência a escolas de ensino básico

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Da esquerda para a direita, as alunas Priscila Proença Croscatto e Kelly Jaqueline Alves e a professora Rosebelly Nunes Marques. (Crédito: Gerhard Waller)
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Desmistificar a ciência e levar conteúdos de química, sustentabilidade e ambiente a escolas de educação básica de Piracicaba e região são objetivos de um projeto de extensão coordenado pela professora Rosebelly Nunes Marques, do Departamento de Economia, Administração e Sociologia da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (USP/ESALQ).

O título do trabalho é "Divulgação Científica na Escola: elaboração, aplicação e avaliação de material didático-pedagógico na Educação Básica" e consiste na realização de palestras nas escolas por duas bolsistas, atualmente a estudante de Ciências Biológicas Kelly Jaqueline Alves e a estudante do curso semipresencial de Licenciatura em Ciências da USP, Priscila Proença Croscatto. O projeto teve início, na ESALQ, em 2013 e foi renovado até julho de 2016, com suporte do Programa Aprender com Cultura e Extensão.

De acordo com Rosebelly, os encontros ocorrem quinzenalmente, quando os bolsistas aplicam aos alunos um questionário prévio e um posterior à palestra para avaliar o conhecimento sobre o tema e o material produzido. O foco é voltado para conteúdos específicos abordados dentro do currículo de base das áreas do conhecimento das Ciências da Natureza. 

Segundo a professora, a atividade é baseada nos estudos de sua graduação. “Eu participava de dois projetos de extensão que envolviam, além de palestras, peças de teatro em escolas da cidade. Toda essa informação despertava interesse nos estudantes e me atraía muito”, contou. Foi esse gosto pela divulgação científica e ensino que levou a professora a continuar investindo no trabalho e formalizá-lo na ESALQ. “Sempre me envolvi com essas questões de educação, por isso valorizo muito que meus alunos também participem, já que isso pode ser um diferencial de carreira”, afirmou.

Para o envolvimento dos universitários no projeto, é necessário que haja um preparo para cada tema discutido e para o contato com os alunos. “Fazemos uma capacitação didático-pedagógica, levando em conta a linguagem adequada para o Ensino Fundamental e Médio e o conhecimento específico de cada bolsista”. A dedicação dos alunos é de 10 horas semanais. “O maior benefício é a aproximação dos estudantes da ESALQ com a esfera social, de forma a contribuir com o compartilhar do conhecimento adquirido na universidade. É uma experiência de vida”, acrescentou a professora.

Kelly procurou o projeto para desenvolver a docência e a transposição de conhecimento. “Busquei ter a prática antes mesmo de chegar às metodologias em aula. E também quis ter a vivência e experiência na escola”, contou. Com esse projeto, a estudante conseguiu desenvolver diversas habilidades. “Tenho menos dificuldade em preparar uma aula e meu conhecimento sobre sustentabilidade aumentou”.

Já Priscila afirmou que, como aluna de curso semipresencial, teve a oportunidade de se envolver mais com as atividades da Escola. “Esse projeto me levou para dentro da universidade. Fez uma diferença muito grande, porque comecei a participar de tudo que acontece aqui, além de ir às escolas e representar a ESALQ”.

A equipe faz suas apresentações em escolas públicas e particulares, sem restrições. Atualmente, há uma lista de espera com escolas da região que desejam participar, por isso, quem tiver interesse deve entrar em contato pelo e-mail rosebelly.esalq@usp.br ou pelos telefones (19) 3447-8634 e 3429-4444.

Alessandra Faveri Postali – estagiária de Jornalismo
Revisão: Caio Albuquerque
Data: 12/05/15