Egresso da Esalq recebe prêmios internacionais

Engenheiro Agrônomo Caio Canella Vieira (acervo pessoal)

Méritos acadêmicos e excelente desempenho na pesquisa foram fatores determinantes para um egresso da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq/USP) conquistar prêmios internacionais. Esse ex-aluno, formado em Engenharia Agronômica na Esalq, na turma de 2017, é Caio Canella Vieira que, atualmente, está cursando o mestrado em Melhoramento Genético na Universidade de Missouri.

Para Vieira, é importante compartilhar suas premiações com a comunidade esalqueana pois muito dos créditos pelos prêmios que recebeu ele atribui à excelente formação que teve na ESALQ. “Gostaria muito de passar a mensagem para os atuais alunos que, com dedicação e trabalho duro, podemos alcançar todos os nossos objetivos e ter reconhecimento tanto nacional como internacional”, declarou o egresso.

O primeiro prêmio que recebeu foi entregue pela Monsanto Graduate Scholarship, uma bolsa de estudos oferecida pela Monsanto no valor de $25.000 (~ R$100.000). A bolsa, altamente competitiva nos EUA, é destinada para alunos de todos os cursos de Ciência e Tecnologia. Além disso, foi a primeira vez que o departamento de Ciências Agrárias da Universidade de Missouri recebeu essa bolsa.

O segundo prêmio foi o Ferguson Graduate Study Award ($2500 - ~R$10.000) oferecido pelo departamento de Ciências Agrárias da Universidade de Missouri. O prêmio é destinado para o melhor aluno do departamento baseado em méritos acadêmicos e excelente desenvolvimento na pesquisa. “Receber esse prêmio no primeiro ano do mestrado foi algo inédito no departamento”, exclamou Vieira.

O egresso também relata que, além dos dois prêmios principais, foi o recipiente de outros quatro prêmios, incluindo o MU World Food Prize Scholarship, National Science Foundation Soy2018 Award, MU Division of Plant Science – Graduate Travel Award, e Douglas D. Randall Young Scientists Development Fund Travel Award. Os prêmios recebidos no primeiro semestre de 2017 foram destacados em recém publicação do departamento (https://plantsciences.missouri.edu/wp-content/uploads/sites/21/2018/10/2018_SprngSmr_InsidePS.pdf?pdf=SS18_Newsletter).

Trajetória

No primeiro ano de graduação, Vieira trabalhou no departamento de Genética da Esalq com resistência de soja ao complexo de percevejo e com mapeamento associativo de locus relacionados à produtividade de grãos em soja, com o Prof. José Baldin Pinheiro (projetos financiados pelo CNPq - PIBIC). Em 2014, foi bolsista do Ciência sem Fronteiras na Universidade de Minnesota, onde fez estágio em sistemas de produção de soja. Ao retornar ao Brasil, foi monitor da disciplina Estatística Experimental sob orientação do Prof. Carlos Tadeu dos Santos Dias. No último semestre da graduação foi contratado como Visiting Scholar na Universidade dePurdue para trabalhar com melhoramento de soja.

Iniciou o mestrado em Missouri, em julho de 2017, em melhoramento de soja com o Prof. Pengyin Chen. Sua linha de pesquisa consiste na identificação de novas fontes de resistência à nematoides (nematoide de cisto e galha na soja), além de identificar o impacto de diferentes resistências na produtividade de grãos. Além da parte molecular, os pesquisadores analisam o impacto de diferentes resistências (individuais ou agrupadas) na produtividade de soja.

Sobre a parte acadêmica do mestrado, Vieira é membro do Fisher Delta Research Center Soybean Breeding Program, programa de melhoramento de soja da Universidade de Missouri que desenvolve e libera variedades comerciais adaptadas a região sudeste dos Estados Unidos.

O egresso da Esalq declara que como quer seguir carreira em empresa, desde o começo do mestrado procurou oportunidades para fazer programas com a Monsanto. “No final de 2017, fui aprovado para participar de um programa de mentoria entre a Universidade de Missouri e a Monsanto. Em outubro, fui convidado para participar do2018 Monsanto Leadership Summit, evento que me permitiu ser entrevistado para uma posição na empresa para o próximo verão (maio 2019). Fui aprovado para trabalhar com a Monsanto no próximo ano na linha de melhoramento genético de soja e milho em Saint Louis”, finalizou o mestrando.

 

Texto: Alicia Nascimento Aguiar | MTb 32531 | 06/11/2018